Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

Está no capítulo dos T. Relacionados a Trauma e a Estressores no DSM5 e a
Estressores na CID11. A característica essencial é o desenvolvimento de
sintomas após a exposição a um ou mais eventos traumáticos.


A apresentação clínica varia muito: 1) revivência do medo 2) humor
anedônico ou disfórico e cognições negativas 3) excitação e sintomas
externalizantes 4) sintomas dissociativos.


Crianças de 6 anos ou menos
A. Pode ocorrer quando:
1. Vivenciar diretamente o evento traumático.
2. Testemunhar pessoalmente o evento ocorrido com

outras pessoas, especialmente cuidadores primários.
Não inclui eventos vistos apenas em mídia.
3. Saber que o evento traumático ocorreu com pai/mãe ou cuidador.
B. Presença de um (ou mais) dos seguintes sintomas:
1. Lembranças intrusivas angustiantes, recorrentes e involuntárias do evento
traumático. (Podem ser expressas como reencenação em brincadeiras).
2. Sonhos angustiantes recorrentes nos quais o conteúdo e/ou a emoção do sonho estão relacionados ao evento traumático.
3. Reações dissociativas (flashbacks). Essa reencenação específica

do trauma pode ocorrer na brincadeira.
4. Sofrimento psicológico intenso ou prolongado ante a exposição a sinais internos ou externos que simbolizem ou se assemelhem

a algum aspecto do evento traumático.
5. Reações fisiológicas intensas a lembranças do evento traumático.


Crianças de 6 anos ou menos
C. Um (ou mais) dos seguintes sintomas, representando evitação persistente de
estímulos associados ao evento traumático
D. Alterações na excitação e na reatividade associadas ao evento traumático, presente por dois (ou mais) dos seguintes aspectos:
1. Comportamento irritadiço ou surtos de raiva (com pouca ou nenhuma provocação) geralmente manifestados como agressão verbal ou física em relação a pessoas ou objetos (incluindo acessos de raiva extremos).
2. Hipervigilância.
3. Respostas de sobressalto exageradas.
4. Problemas de concentração.
5. Perturbação do sono.
E. A perturbação dura mais de um mês.
F. A perturbação causa sofrimento clinicamente significativo ou

prejuízo nas relações com pais, irmãos, amigos ou outros cuidadores ou
no comportamento na escola.
G. A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos de

uma substância ou a outra condição médica.

Crianças de 6 anos ou menos
C. Um (ou mais) dos seguintes sintomas:
Evitação persistente de estímulos
1. Evitação em atividades, lugares ou lembranças físicas que

recordem o evento traumático.
2. Evitação de pessoas, conversas ou situações interpessoais

que recordem o evento traumático.

Alterações negativas em cognições
3. Frequência substancialmente maior de estados emocionais

negativos (medo, culpa, tristeza, vergonha, confusão).
4. Interesse / participação muito diminuído em

atividades significativas e redução do brincar.
5. Comportamento socialmente retraído.
6. Redução persistente na expressão de emoções positivas.


Havendo presença de sintomas dissociativos
1. Despersonalização: Experiências persistentes ou recorrentes de sentir-se separado e como se fosse um observador externo dos processos mentais ou do corpo (sensação de estar em um sonho; sensação de irrealidade de si mesmo ou do corpo ou como se estivesse em câmera lenta).
2. Desrealização: Experiências persistentes ou recorrentes

de irrealidade do ambiente ao redor.